Qual Destino das Livrarias Físicas Brasileiras?




As livrarias físicas no Brasil vivenciam um momento bem distinto do mercado dos Estados Unidos.


As redes americanas enfrentam crise há alguns anos. A primeira a pedir concordata foi a rede Borders. Agora quem agoniza é a Barners & Noble. Segundo relatório realizado pelo próprio grupo, dentro de dez anos, um terço das quase 700 lojas pode fechar, sendo que a previsão é de que cerca de 20 sejam fechadas a cada ano.

O Nook – e-reader da Barnes & Noble – não consegue competir com o Kindle da Amazon, gerando um prejuízo de cerca de 120 milhões de dólares só no primeiro semestre de 2013.

Por outro lado, as livrarias brasileiras apresentam apresentaram excelentes resultados no primeiro semestre de 2013. As livrarias Cultura, Fnac, Leitura, Saraiva, Travessa e Vila tiveram um crescimento entre 8 e 16%, e estão mantendo suas projeções de crescimento para o fim do ano.

Fundada em 1963, a rede Livrarias Curitiba cresceu no primeiro semestre de 2013 21% sobre o mesmo período de 2012 e vendeu 2.474.941 livros. A previsão é chegar ao final do ano com 5,7 milhões de obras vendidas. A rede paranaense pretende inaugurar a sua 22ª loja - em Sorocaba-SP e abrir um novo centro de distribuição em Curitiba.

Com o crescimento dos livros digitais e o início das vendas de livros físicos da Amazon previsto para janeiro de 2014, resta saber se as livrarias brasileiras terão musculatura para enfrentar a gigante americana ou se seguirá o mesmo destino da Borders e da Barnes & Noble.


José Almeida Júnior

2 comentários

  1. Este embate vai dar o que falar, José Almeida Jr. Sou da opinião que sempre existirá espaço para todos ainda que com perdas e ganhos sazonais para ambos os lados. Vamos ver no que vai dar!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nanuka, receio que no futuro haverá pouco espaço para os livros impressos. A próxima geração terá acesso aos e-book nos colégios desde o início. Vamos aguardar... Abs

      Excluir