Simplificação dos Clássicos da Literatura Nacional





Mais de seis mil pessoas já assinaram a petição online pedindo ao Ministério da Cultura que impeça a alteração das palavras originais nas obras da língua portuguesa. Um dos exemplos de simplificação que revoltaram os leitores foi a troca da palavra "sagacidade" por "esperteza", por ser mais fácil compreensão.


A polêmica iniciou-se com o anúncio do lançamento de O Alienista, de Machado de Assis, e de A Pata da Gazela, de José de Alencar, em versões simplificadas, pela escritora Patricia Engel Secco. O projeto da autora foi desenvolvido com verba do Ministério da Cultura que liberou R$ 1.039.000 pelos dois livros. Serão 600 mil exemplares das duas obras que serão distribuídos gratuitamente.

Os defensores da simplificação dos clássicos brasileiros argumentam que as adaptações podem ser utilizadas para aproximar o texto clássico da realidade do aluno na escola.

No entanto, os enredos dos livros de Machado de Assis e José Alencar são elementares, muitos, inclusive, copiados exaustivamente por folhetins e novelas. O que torna a obra dos dois escritores clássica é a construção da narrativa.


Não se pode subestimar a capacidade do aluno de se debruçar sobre tramas e linguagens mais complexas. A leitura dos clássicos da literatura nacional é essencial para formação do jovem e desenvolvimento de leitores qualificados.

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