Resenha: Equador de Miguel Sousa Tavares





Equador (Ed. Companhia das Letras) foi o primeiro romance do jornalista e escritor português Miguel Sousa Tavares. Publicado primeiramente em 2003, o livro foi sucesso de vendas em Portugal, com mais de 400 mil cópias comercializadas, o que despertou interesse pela publicação em diversos países.


O romance narra a história, passada no início do século XX, do jovem intelectual português Luís Bernardo, o qual foi convidado pelo rei D. Carlos para assumir o cargo de governador das colônias portuguesas S. Tomé e Príncipe. O rei confia ao novo governador a missão de convencer o cônsul inglês de que não havia trabalho escravo na colônia portuguesa, pois a Inglaterra ameaçava boicotar a importação de café e cacau das ilhas.

Ocorre que ao chegar às colônias Luís Bernardo entra em conflito com os administradores das roças, que insistem em tratar os trabalhadores africanos como propriedade. Para dificultar a missão de convencer o cônsul de que não havia trabalho escravo, Luís Bernardo acaba se envolvendo com a esposa do inglês.

O romance apresenta uma trama bem engendrada e envolvente. Curiosamente, comecei a ler o livro após ouvir um comentário de que o final do livro era decepcionante. Li as mais de 500 páginas aguardando o desfecho, mas, para minha surpresa, há tempos não lia um romance com um final tão impactante. Quem quiser saber como acaba o romance deverá lê-lo.


Recomendo a leitura.  


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